História

Essa é a história real, resumida, simplificada e verdadeira da VIDE.

Pessoas de DEUS, exercitando a prática do amor fraternal, buscando a graça e a misericórdia de DEUS entre si e para com o próximo.

Um grupo de irmãos desejava, na prática, uma relação de maior consagração a DEUS e as coisas do REINO. Esses resolveram dar mais tempo para oração e para o estudo da Palavra. Cada vez mais crescia nessas pessoas, o desejo de buscar uma vida de maior relacionamento com JESUS e maior busca do ESPIRITO.

Em Agosto de 2001 a 2ª Igreja Presbiteriana de Uberlândia recebeu a notícia de que um dos dois pastores deixaria o pastorado dessa igreja local. Necessitávamos de outro pastor para o lugar do que sairia. O Conselho (liderança) da igreja na época, desejava um pastor que continuasse o belo trabalho até ali feito. Desejava um pastor, que fosse um homem de oração, aberto aos “dons” e fosse firme na sã doutrina. Um pastor que ensinasse e exortasse como estava acontecendo… Todos os irmãos da igreja iniciaram u processo de oração, por esse “novo” pastor. Isso aconteceu de forma constante em todas as reuniões, seja dentro das dependências da igreja, como fora delas. Onde se orava, se lembrava de pedir a DEUS esse novo pastor.

 

História da VIDE

 

Em Outubro de 2001, um pastor (Alan Jr.) veio visitar e pregar na Igreja Presbiteriana Central de Uberlândia. Um dos Presbíteros da 2ª Igreja (Sirlei) estava presente na Igreja Central, quando Pastor Alan pregava ali. Esse Presbítero pensou consigo mesmo: “Será que é este pastor é aquele qque Deus está nos enviando?”. Naquela noite, Sirlei procurou o Pastor Alan e sondou a possibilidade de o mesmo vir novamente a Uberlândia e pregar na 2ª Igreja Presbiteriana de Uberlândia. Foi acordado que haveria essa possibilidade. O Conselho da igreja aprovou essa sondagem e o convidou para pregar em nossa igreja local. O pastor veio, pregou em uma noite de Estudos Bíblicos e conversou “informalmente” com alguns líderes da igreja.

Em Novembro de 2001 o Presbítero Sirlei foi designado relator da comissão para contato oficial com o pastor a ser convidado para a substituição daquele que sairia do pastorado da 2ª Igreja Presbiteriana de Uberlândia.

O pastor Alan veio então à 2ª Presbiteriana, dessa vez, oficialmente, para pregar e conversar com o Conselho da igreja. Esse sinalizou que o Pastor Alan poderia ser o escolhido de DEUS para o pastorado em vista. Faltava agora a aprovação formal e o convite, para que o Presbitério analisasse e aprovasse, de acordo com as normas da IPB (Igreja Presbiteriana do Brasil). Tudo isso foi feito legal e oficialmente.

Em Dezembro de 2001, foi feito o convite oficial e o Pastor Alan veio a Uberlândia para um “exame eclesiástico” junto ao Presbitério do Pontal do Triângulo Mineiro. Nesse mesmo mês de Dezembro, os Presbíteros Augusto Bond e Sirlei Souza, acompanharam o Pastor Alan até Uberaba, onde o mesmo foi devidamente examinado em sua liturgia e teologia, e e foi aprovado pelo PTMN (Presbitério do Pontal do Triângulo Mineiro), com vistas ao pastorado da 2ª Igreja Presbiteriana de Uberlândia.

Em Janeiro de 2002, o novo pastor assumiu efetivamente seu posto de Pastor-auxiliar na 2ª Igreja Presbiteriana de Uberlândia.

Pastor Alan desenvolvia o seu pastorado com alegria, amando e sendo por todos da igreja, pois demostrava as qualidades que a igreja esperava e procurava. Era fiel ao SENHOR e simpático ao povo, nos cultos públicos, ainda incentivava os membros da igreja a orarem individual e coletivamente; ensinava com autoridade e propriedade sobre todas as questões bíblicas, para um crescimento sadio do povo.

Tudo caminhava bem e em ordem no ano de 2002. Até que em uma reunião do PPTM, em Janeiro de 2003, foi levantada uma falsa acusação de que esse novo pastor promovia pouco a pouco, uma divisão dentro da igreja local. Essa acusação chocou a todos os presentes na reunião, inclusive o próprio pastor Alan, pois o mesmo não sabia de nada sobre essa acusação ou assunto. Em razão disso o Presbitério cogitou na saída do Pastor Alan do pastorado da 2ª Igreja Presbiteriana. Depois de muitas horas de conversas, discussões e esclarecimentos, o Presbitério manteve o pastor Alan como pastor-auxiliar da 2ª Presbiteriana. Porém o desgaste foi grande para todos e para toda a igreja local.

Em função do ocorrido naquela reunião, o ano de 2003 transcorreu de forma mais amarga e truncada, pois havia nos “bastidores” da igreja e do Presbitério, conversas e comentários de fatos que eram colhidos e distorcidos, com relação ao pastor-auxiliar.

Algumas reuniões “extra-conselho” ocorriam, nas quais o pastor era acusado de incentivar práticas néo-pentecostais, as quais nunca existiram, nem privada e nem publicamente falando. Alguns ainda julgavam o pastor como alguém que não exercia um “pastorado presbiteriano”. Com tudo isso acontecendo a maledicência foi se espalhando, mesmo sendo uma grande mentira e isso adoeceu a igreja local e entristeceu o pastor.

Mas um povo ainda orava a DEUS e se fortalecia em grupos de estudos bíblicos nas casas; parte do Conselho da igreja participava dessas orações e desses estudos, aprovados e incentivador pelo pastor-auxiliar, o qual também participava desse movimento.

Por volta de Maio de 2003, iniciou-se uma confraternização mensal de todos os grupos familiares em um só lugar, onde e quando quase todos participavam, e os que vinham e se alegravam na presença de JESUS, com canções, orações, leitura da Palavra de DEUS e comunhão ao redor da mesa… Era como nos tempos da Igreja Primitiva, e quase todos estavam envolvidos e esperavam somente a vontade de DEUS para ver o bem que ELE promoveria no meio de SUA igreja.

No início eram cerca de 100 pessoas reunidas para comunhão e oração. Esse número crescia a cada mês e quanto maior a “turbulência” na igreja local, maior o grupo que se reunia para orar a DEUS. “…da multidão dos que creram…”

Tudo caminhava bem, na medida do possível, até que no dia 06 de Outubro de 2003; uma parte do conselho da 2ª Igreja foi surpreendido com uma ‘carta denúncia’ contra o pastor Alan, essa assinada por 22 pessoas, acusando-o de distorções na liturgia da Igreja Presbiteriana, por parte do pastor; pensamentos pessoais em pregações públicas, os quais supostamente eram contrários às doutrinas da IPB; falta de visitação aos membros da igreja e até acepção de pessoas.

Começava alí uma batalha espiritual mais aberta e clara, a qual ninguém sabia que era o início da trajetória para a fundação da VIDE. Esse documentos de acusação foi apresentado diretamente ao Presbitério com cópia para o Conselho da igreja local, o qual decidiu deixá-lo sobre a mesa, para posterior análise e apreciação…

A reunião do Conselho, para análise da referida ‘carta denuncia’, foi marcada às pressas, para o dia onze de Novembro de 2003 e parte desse Conselho foi novamente surpreendida com um ‘protocolo’ da mesma no presbitério, o qual já tinha oficializado recebimento da referida carta das mãos de um dos presbíteros do conselho da 2ª igreja. Esse fato trouxe à tona muita indignação, pois era um ato inconstitucional e ilegal do ponto de vista eclesiástico, ao mesmo tempo era um ato de traição aos colegas de Conselho. O Conselho ao receber a noticia oficial do protocolo, só lhe restava encaminhar a referida ‘carta denúncia’ de volta ao presbitério, para que o mesmo julgasse o caso, sem antes mesmo desse Conselho ter dado o seu parecer sobre o caso.

À partir de então os grupos familiares passaram a se reunir com um foco ainda maior em oração, além de se reunirem mais frequentemente em um só lugar, para comunhão e celebração. Todos comentavam muito a respeito dos fatos, mas o grupo orava mais fervorosamente, pedindo a direção do ESPÍRITO, para os rumos que se deveria tomar e o que deveriam fazer à partir de então. Nesse tempo o grupo já era um pouco maior, cerca de 180 pessoas.

Resumindo… Esse processo de reuniões e acusações contra a pessoa e o pastorado do pastor Alan, depois de idas e vindas em conselhos, presbitérios e lideranças, finalizou-se na dadrugada do dia 29 de Novembro de 2003 (02:00h da manhã), na 5ª Igreja Presbiteriana de Uberlândia, com o despojamento do ministério do Rev. Alan Moraes de Oliveira Júnior. O mesmo, após essa última reunião, foi destituído de seu cargo de Pastor Presbiteriano e entregou pacificamente, a sua carteira de ministro presbiteriano.

Naquele dia triste, uma parte da liderança da 2ª Presbiteriana, composta de 6 presbíteros e 6 diáconos, resolveu não aceitar a decisão tomada pelo presbitério contra o pastor Alan, por achá-la absurda e mentirosa. Essa liderança de 12 irmãos, enviou documento pedindo também o seu afastamento como oficiais da IPB. Também, a mesma liderança se reuniu com o pastor Alan e resolveu convidá-lo para que continuasse sendo o seu pastor, e daqueles que, como eles não concordavam com os fatos e decisões tomadas pelo presbitério.

Esse grupo que já orava, e acompanhou todo o processo permaneceu unido e no propósito de encontrar o caminho para uma nova fase em suas vidas como igreja local.

Aconteceu então um almoço fraternal, na residência do irmão Sirlei e irmã Clarice, na Chácara Manaim, naquele mesmo dia 29 de Novembro. Após o almoço, em reunião informal (na Matinha do Manaim) os 12 irmãos, o irmão Wilton de BH e o pastor Alan, oraram, choraram e decidiram celebrar um Culto Especial ao Senhor, no Domingo dia 30 de Novembro, às 18h, ali mesmo no Acampamento Manaim. Iniciava a vida da VIDE – Visão Integral Do Evangelho.

Sem que nada fosse planejado (por homens ou por malignidade) nascia a VIDE.

Aconteceu o primeiro culto de celebração da VIDE ao Seu SENHOR, no Acampamento Manaim, há 15 km do centro de Uberlândia, com a presença de 272 irmãos e irmãs, os quais celebraram a alegria, a comunhão, a devoção e a generosidade, próprias de um povo que ama o Seu Deus. – dia 30 de Novembro de 2003 – às 18:00h.

À partir desse 30 de Novembro de 2003, esse mesmo povo se reuniu por três vezes no Acampamento Manaim. Havia dificuldades de transporte, era época de muita chuva e muito barro no local, mas o número de pessoas crescia, a cada reunião. Crianças vinham com alegria também e eram direcionadas às suas classes improvisadas. Era urgente a necessidade de encontrarmos um local na cidade para uma reunião mais facilitada.

Todos da igreja local buscavam alternativas para um lugar adequado, até que foi encontrado o imóvel da Av. Fernando Vilela, 1992. Esse, desde o primeiro instante, alegrou unanimemente o coração da liderança e dos irmãos. O lugar foi preparado por Deus para nós e no dia vinte e um de Dezembro de 2003, celebramos nossa primeira reunião como igreja local na cidade de Uberlândia, com cerca de 350 pessoas.

Tudo era novo, tudo estava no início e tudo foi feito com ajuda de todos e com muita oração a Deus. Desde os móveis até o aluguel do local, todos e tudo dependia da direção de DEUS. Todos oravam e se reuniam no mesmo lugar, com singeleza de coração, tentando sempre “imitar” a igreja primitiva.

Toda essa história não foi imaginada e nem proposital, mas aconteceu em DEUS e em Sua soberania ELE usou coisas e pessoas que desejou. Essa gente de DEUS se uniu e trabalhou pela causa do Evangelho do Senhor Jesus. Hoje a VIDE é uma realidade, para todo aquele que deseja ver e usufruir.
Rogamos a Deus, nosso Criador e nosso Pai Celestial, que continue nos abençoando e nos ajudando a sermos um povo humilde e simples para com Ele e para com os homens; rogamos ao Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador e Senhor, que nos ajude a lembrar d’Ele e a viver para Ele, como O único Salvador e Senhor de nossas vidas –
• Ele é o nosso tudo;
• Ele é a razão da existência da VIDE –Visão Integral Do Evangelho;
• Ele é o centro da existência…

Rogamos ao Espírito Santo, que nos ensine, nos guie, nos instrua a continuar como começamos, e a melhorar cada dia mais e arrependermo-nos dos nossos pecados e voltar atrás no que erramos…

Maranatha! Vem Senhor Jesus!

Uberlândia, 22 de Outubro de 2004

Presbítero Augusto Bond
(texto original)
Pastor Alan Oliveira

(texto revisado)